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“SANTO ANTÓNIO”, O PADROEIRO

As origens da grande reverência de Riachos a Santo António de Lisboa são desconhecidas, mas quem folhear o livro de José Gonçalves, “Memória Cristão de Riachos” verificará que o primeiro documento que perpétua esta ligação remonta já ao ano de 1747, dando conta da existência da “Capela de Santo António  dos Casais de Riachos”. Portanto, a devoção das gentes destas terras pelo santo mais popular é já muito antiga. E a verdade é que ela fica de alguma forma certificada com a carta da Sentença da erecção canónica da Paróquia de Riachos, pela mão do Cardeal Patriarca em 1920, na qual se pode ler  que “…constituímos canonicamente em Egreja parochial da nova freguesia de Riachos, com a invocação de Santo António, a capella existente…”

É portanto, inequívoca a devoção riachense a Santo António de Lisboa, como seu Padroeiro e é nesta realidade que encontramos a tradição da realização das festas “de Santo António”, sendo que, também de acordo com a obra citada, já em 1908 se dava conta de que “ a localidade está de novo em festa, desta vez em honra do Santo Padroeiro”.  

Ao longo dos tempos as festas realizadas em Riachos nesta perspectiva, passaram a denominar-se “Festas de Santo António”, e são várias as referências à sua realização ao longo dos anos 20 e 30 do século passado. Mais tarde, com a formalização toponímica do Bairro de Santo António, são os residentes deste bairro riachense que assumem a responsabilidade de realizar esta Festa, dentro da tradição das festas dos santos populares. Nos anos 60 e 70 a tradição e força mobilizadora da festa é tal que chega até a sentir-se “alguma rivalidade” com uma outra, que podemos dizer congénere, realizada no bairro de S. João, em honra deste santo.

A última festa realizada em Riachos com o nome de Santo António terá sido em 1995, por iniciativa da Paróquia, era então pároco o P.e Carlos Casqueiro. Foi realizada no Adro da Igreja e acabou por constituir um êxito, até pelo saudosismo da realização desta festa, que já não ocorria há uns anos em Riachos.


LOGO do “PADROEIRO”

anto.Quisemos com este símbolo remeter para duas ideias fundamentais, e que pensamos serem no fundo estruturantes da acção e do pensamento da comunidade cristã de Riachos - por um lado essa mesma ideia de comunidade (eclesial claro, mas não apenas, com a elipse e o esquema cromático utilizados a ligar tanto a comunidade dos crentes como a restante comunidade riachense). Por outro lado, a iconografia - o livro e a chama - porventura dos mais antigos atributos associados a Santo António remetem para essa figura, padroeiro, mas também figura identitária, modelo, exemplo. Livro e chama representam o amor e zelo que S. António nutria pelo Evangelho e a sabedoria que o caracterizava, ele que, primeiro mestre de Teologia da Ordem dos Frades Menores, e mais tarde um dos Doutores da Igreja foi um dia apodado de Arca - repositório - do Testamento. Esse mesmo amor pelo Evangelho que lhe inflamava as palavras haveria de arrebatar multidões - então como agora.

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